Quem sou eu

Minha foto
São Paulo, São Paulo, Brazil
BIOMEDICA ACUPUNTURISTA. Biomédica pela UMC 1987. Lato Sensu em Medicina Tradicional Chinesa e Acupuntura - ETOSP. Especializações: Saúde Pública - São Camilo e Medicina Tradicional Chinesa e Acupuntura - ETOSP. Experiências: Análises Clínicas, aulas no curso técnico de Patologia Clínica (Hematologia, Parasitologia, Imunologia, Microbiologia, Fundamentos da Patologia, Biologia, Programas de Saúde, Anatomia e Fisiologia Humanas). Assessora Científica. Artigos no Jornal Centro em Foco (http://www.jornalcentroemfoco.com.br/vivasaude.html). Redação da coluna “Dicas de Saúde” para o jornal norte americano “BR POINT”. Palestras sobre temas de saúde e Acupuntura. Atualmente atuo como BIOMÉDICA ACUPUNTURISTA em consultório particular onde viso o tratamento do individuo integralmente. Utilizo acupuntura sistêmica, LASER-acupuntura, moxa, eletro-acupuntura, ventosa e florais. Sou Professora de Micro e Imunologia no curso técnico em Massoterapia e do curso Lato Sensu de Acupuntura e MTC da ETOSP. Coordenadora do ambulatório de LASER ACUPUNTURA da ETOSP - Escola de terapias Orientais de SP

sábado, 27 de março de 2010

HIPOGLICEMIA REATIVA

Se você sente dores de cabeça freqüentes, adora doces e acredita que não pode viver sem eles, é gordinho, irrita-se facilmente, sente um sono irresistível durante o dia, cansaço sem causa aparente, tem falta de concentração, infecções de repetição... Preste atenção: você pode ser portador de hipoglicemia reativa.

A hipoglicemia reativa ou funcional está atingindo proporções epidêmicas nos Estados Unidos e no Brasil devido ao excesso do consumo de carboidratos refinados, como o açúcar e a farinha branca, juntamente com o aumento de alimentos processados.

Frutas, verduras, legumes, cereais, ovos, leite, manteiga, peixes... A natureza nos fornece alimentos saudáveis e garante há milênios a sobrevivência da espécie humana. Mas infelizmente o ser humano cria muitas coisas nada saudáveis. Em 1890 as bebidas à base de cola foram criadas popularizando-se rapidamente, inicialmente nos EUA e depois no mundo todo. Na mesma época foram criados os moinhos que refinavam o trigo e o transformavam em farinha branca. O açúcar e as farinhas refinadas são nocivos à saúde de qualquer um. Eles diminuem a resposta imunitária do organismo, causando infecções de repetição e podem ser associadas à dificuldade escolar, alergias, doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes e doenças degenerativas.
O açúcar é tóxico. Ele estimula uma síntese aumentada de insulina com conseqüente aumento de peso, aumento das taxas de colesterol, maior depósito do colesterol nas artérias, causando infarto e derrame.
Tanto o açúcar como as farinhas brancas são alimentos que aumentam a glicemia no sangue, estimulando o pâncreas a produzir mais e mais insulina.

A INSULINA

A insulina é um hormônio produzido no pâncreas. Sua secreção é estimulada pela hiperglicemia (aumento dos níveis de glicose no sangue). Estímulos nervosos e hormonais também controlam sua secreção. Sua principal ação é o aumento da permeabilidade das células à glicose, resultando na diminuição de seus níveis sanguíneos.
O nosso pâncreas atualmente é estimulado pelo açúcar e pelas farinhas refinadas a produzir mais insulina em um só dia do que foi durante toda uma vida dos nossos ancestrais. O diabetes tipo II (resultado da falência do pâncreas em produzir insulina) está se tornando uma epidemia mundial.

A HIPOGLICEMIA REATIVA

Hipoglicemia significa baixa taxa de glicose no sangue. A hipoglicemia funcional ou reativa ocorre quando quantidades excessivas de insulina são secretadas em resposta à ingestão de alimentos ricos em hidrato de carbono (a base de açúcares e farinhas). Esses alimentos estimulam a síntese exagerada de insulina, que faz com que o açúcar do sangue (glicose) seja rapidamente armazenado causando uma diminuição do aporte de glicose ao cérebro. A falta de glicose no cérebro é responsável por sinais e sintomas variados como depressão, cansaço, falta de vontade, sonolência, ansiedade, síndrome do pânico, falta de concentração, sensação semelhante à queda de pressão arterial, tontura, fraqueza, labirintite...
Duas a quatro horas depois de uma refeição o paciente sente fraqueza, fome, fica agitado e, às vezes, fica inconsciente.
Freqüentemente o obeso passa a comer os alimentos que mais lhe aliviam os sintomas: pão, bolachas, doces, chocolates, refrigerantes... Isso conseqüentemente aumenta a taxa de insulina no sangue, que promoverá a hipoglicemia. Para fugir dos sintomas da hipoglicemia o indivíduo recorre novamente aos alimentos a base de açúcar e farinhas brancas, o que acarretará em hipoglicemia... E o ciclo vicioso se repete, agravado pela instalação de excesso de peso que se vai acentuando com o passar dos anos. Crianças também são afetadas pela hipoglicemia. Por isso, é importante o diagnóstico precoce, já que, nesses casos, a queda da taxa de glicose pode provocar sérios danos neurológicos.

OS SINTOMAS

Aumento do apetite, que passa a ser voraz. A fome surge poucas horas após o almoço ou o jantar e está presente nos intervalos entre as refeições.
Vontade exagerada de comer doces, tontura, vertigem, suores noturnos, fraqueza, falta de energia, acordar com dor de cabeça de madrugada, ansiedade, irritabilidade, inquietação, impaciência, confusão mental, sonolência, sono irresistível que vem de repente e fora de hora, diminuição da memória, diminuição da concentração, síndrome do pânico, crise de labirintite, câimbra noturna nas pernas e pés, dores nas pernas, dor lombar, dores musculares, dor de cabeça freqüentemente pela manhã ao levantar, no final tarde ou quando tem fome.

O DIAGNÓSTICO

Trata-se de um problema dificilmente diagnosticado pelos médicos em geral. O exame laboratorial para o diagnostico é a curva glicêmica prolongada até 5 horas. O diagnostico é feito quando ocorre uma queda igual ou superior a 20 mg% em relação ao valor inicial. Porém cerca de 20% dos portadores apresentam este exame normal. Portanto, os sinais e sintomas relatados ao médico são fundamentais para que ele feche o diagnóstico.

O TRATAMENTO

Não há cura. O tratamento é a sua prevenção, obedecendo-se a uma dieta adequada.
Em primeiro lugar, deverão ser definitivamente abolidos os alimentos desencadeadores das crises: açúcares refinados e farinhas brancas (bem como todos os seus derivados). Estaremos assim controlando os efeitos nocivos da insulina.
Já para prevenirmos a queda da glicemia (taxa de açúcar no sangue) devemos realizar seis refeições ao dia: desjejum, às 10 h, almoço, às 15 h, jantar e antes de deitar-se. Faça seus horários, mas procure alimentar-se a cada 3 horas. É recomendável fazer estas refeições com número igual ou aproximado de calorias em cada refeição. Sempre que houver suspeita de sintomas, procure ingerir calorias extras. Frutas, verduras e legumes continuam liberados, mas convém trocar o arroz branco pelo integral.
A dieta adequada deve conter todos os nutrientes essenciais ao organismo: aminoácidos, gorduras, vitaminas, minerais essenciais e antioxidantes. Não deixe de consultar seu médico, pois provavelmente ele fará uma reposição de vitaminas, minerais e antioxidantes.

Mesmo que você não seja portador da hipoglicemia reativa, procure eliminar definitivamente da sua dieta o açúcar refinado, as farinhas brancas, refrigerantes artificiais, cremes gordurosos, enlatados e embutidos, frituras, conservantes, acidulantes,... Respeite seu organismo e propicie a ele apenas alimentos saudáveis, assim, você viverá mais e melhor.

Um comentário:

  1. Dra. Vera Ligia, muito obrigada pelo excelente artigo. Fui diagnosticada com hipoglicemia reativa depois de anos sentindo mal estar, "enxaqueca", e vários outros sintomas. Sou viciada em açúcar e como um alcoólatra, não posso sequer provar "só um pedacinho" que desencadeia uma compulsão muito difícil de controlar. Estou lutando. Obrigada, mais uma vez e parabéns.

    ResponderExcluir